Eu estava com sete anos...nossa como eu era peralta rs....
Quando o sol nascia eu arregalava os olhos(tenho olhos grandes e expressivos até hoje) minha atenção estava voltada para a fresta da janela, quando via o sol...meu coração disparava de alegria, eu teria um dia cheio de aventuras e travessuras rs....
Se minha mãe ñ me segura, eu levanto da cama e corro para rua do modo como havia acordado rs...
A polio ainda ñ havia me dado o direito de voltar a andar(esperança muito cultivada pela minha familia) eu nem ligava rs...já estava acostumada a me jogar no chão, cruzar as pernas, me arrastar, brincar muito e ñ ter limites para nada rs....mas meus pais ñ perdiam a esperança de ver sua filha andando.
Minhas mãos eram grossas, os calos eram enormes de tanto arrastar no chão, meus sapatos viviam rasgando e a calça também( no bumbum rs ) mas qdo isso acontecia na rua....eu.....imediatamente.......CONTINUAVA A BRINCAR KKKKKKKKKKK......não podia perder tempo voltando para casa p trocar de roupas rs........
Eu brincava com todos....brincava com os meninos de carrinho, era uma delicia, jogavamos bola, apertavamos a campanhia da casa dos outros....
Um dia eu entrei pelo cano com essa brincadeira, os meninos falaram que agora era a minha x de apertar a campanhia de uma determinada casa que por acaso era amiga da minha rs....
Eu fiquei com receio não pelo fato dela ser amiga da minha mãe mas pq ali tinha cachorro bravo rs....
Não tive como fugir, todos já haviam apertado a campanhia de outras casas e agora era a minha x...rs....
No grupo eu não era diferente para ninguém, nunca me perguntaram pq eu andava me arrastando pelo chão, o que eu tinha, p q eu não ficava de pé...eu era tão comum a eles .......dispensava perguntas.
Bom...voltando ao caso sério da casa rs....
Eu me aproximei da casa, o portão era meio coberto por flores e bem devagar eu apertei a campanhia mas qdo fiz isso....derrepente aparecem na minha frente não só um enorme cachorro bravo mas como a dona da casa furiosa, correndo atras de mim.
Eu corri e consegui me esconder no mato(onde moravamos ainda existiam árvores, matos...etc...) sorte minha.
Depois todos riram de mim mas minha mãe não....qdo voltei para casa minha mãe estava furiosa e me deu boas palmadas, acho q as palmadas doeram mais do q meu bumbum arrastando no chão.
Tempos passados rs.........eu voltei para a rua kkkk
Não brincava somente com meninos, eu havia feito amizade com uma garota que morava pertinho da minha casa, ao lado, viramos grandes amigas mas eu não era muito querida pela famiilia dela.
Quando dava eu corria para o portão da casa dela e ficamos ali brincando de bonecas, panelinhas, escolinha..etc....mas eu facilmente ficava enjoada pq tinha mania de correr, passar por situaçõs criticas rs....aventuras e ela também gostava disso mas os pais dela a controlavam muito.
Os meninos passavam e me chamavam para brincar....agora eu havia inventado uma brincadeira legal....eu morava no meio de uma viela mas era ....A VIELA...rs......aquela bem enclinada e grande.
Encontrei uma esteira do tamanho de um tapete então... q tal jogar areia na viela, subir na esteira e descer ???
Loucura ? claro...muita loucura rs...mas na época eu não pensava assim e nem meus amiguinhos rs....
Passamos a escorregar na viela para o terror da vizinhança q viviam falando para minha mãe que além do enorme barulho q faziamos, ainda tinha o risco enorme de um grave assidente.
Minha mãe fez de tudo para que eu parase com aquela brincadeira, surra, castigo mas nada adiantou.....um belo dia eu coloquei a esteira na viela e desci........uauuuuuuuuuuuuuuuuuu foi maravilhoso até que.....
A esteira parou no caminho e eu ???? continuei escorregando kkkkkkkk
Quando acordei estava deitada na cama, minha mãe me olhava aflita mas qdo acordei passou a me olhar com raiva.
Coloquei a mão na cabeça...estava c curativo...sem falar nos arranhões.
Foram muitos dias de brigas, ouvi da minha mãe até.....mas o q mais me doeu foi q ela sumiu c a esteira, fiz greve de fome p ver se ela me devolvia mas não deu certo, fiquei com febre mas também não deu certo até q desisti.
Voltei a brincar na rua, ñ deixei de tocar campanhias rs....incrementei um pouco a brincadeira....arrumei um estilingue e passei a jogar pedras longens.
Como eu morava numa viela a vista era muito legal, do quarto dos meus irmãos, eu subia na beliche e ficava na janela, dali eu jogava pedras nos vidros das casas vizinhas rs....( coisa feia !!!! ) mas pode acreditar...era muito divertido pena q tudo q é bom um dia acaba....sem querer eu errei a mira e joguei a pedra na vizinha próxima, ela estava me vendo e imediatamente correu até minha casa e......?
Novamente muitos tapas no bumbum, castigo, brigas e....fiquei sem meu brinquedo.
O lugar onde eu morava era delicioso, o terreno do meu pai era muito grande, tinha a casa que era enorme, subindo ...tinha um terreno onde ficava minha amiga...o pé de amora, meu pai havia plantado assim que soubera da minha chegada, da gravidez da minha mãe.
Quando eu estava triste...corria até ela, subia num banco enorme de madeira q ficava perto dela e desse banco eu me agarrava aos galhos da árvore e subia até sua copa...ali eu conversava com ela, chorava, ria e para variar....aprontava rs.....
Eu gostava muito de jogar amora na cabeça das pessoas q passavam na viela, eles não me viam, a copa da árvore era muito fechada e eu ria muito mas também...qdo eles me viam...nossaaaaaaaaaaa....brigavam tanto comigo, eu ouvia cada uma sem falar qdo procuravam minha mãe......mas mesmo procurando ela, ali eu não saia pq ela não conseguia me pegar, subir na árvore, só conseguia me pegar qdo alguns dos meus irmãos estavam em casa, ai a coisa ficava feia.
Minha amoreira era muito minha amiga, me fez muita companhia e ouviu muito de mim...se ela pudesse falar comigo hoje !!!
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
O DRAMA....
Meus pais foram chamados a SP depois de alguns dias mas como a familia era grande, meu pai ficou com os pequenos e minha mãe foi para SP me visitar.
Chegando na rodoviária minha mãe olha para todos os lados e ñ sabe q caminho tomar, pergunta aqui, pergunta ali...poucas pessoas falam, poucas pessoas ajudam ou dão informação corretas mas com a ajuda de Deus ela consegue chegar até o hospital.
O coração veio a boca qdo vil sua filha ainda presa aquela bola de plastico, magrinha e tão solitária.
Timidamente minha mãe passa um cavalinho inflável pela fresta da bolha chorando muito, coloca nas minhas mãos e começo a brincar.
Segundo os médicos era necessário fazer uma cirurgia e minha mãe precisava dar autorização.
A cirurgia era para ajudar, para que eu voltasse a andar, essa foi a única resposta que minha teve e com vontade de me levar de volta p casa, andando....minha mãe assina a autorização.
Como minha mãe morava longe e ñ tinha condições financeiras para voltar no dia seguinte para acompanhar a cirurgia, os médicos falaram para que ela voltasse ao termino na cirurgia, quando já tivessem resposta da intervenção, eles ligariam avisando, meus pais ñ tinham telefone, iriam ligar para a vizinha.
Muito triste ela teve q voltar para casa, o horário de visita havia terminado.
Novamente o calafrio ao chegar na porta do hospital...como chegar a rodoviária?
Pergunta-se aqui...ali....até que quando finalmente chega ao terminal rodoviário e vai comprar a passagem....sua bolsa havia sido roubada com todos os documentos....chorando muito, inconsolável, uma senhora se aproxima e paga sua passagem de volta além de fazer companhia p ouvir seu desabafo...e que desabafo......
Essas foram apenas algumas das várias x que minha mãe foi para SP....eu passei por muitas cirurgias e nada.....não tinha nenhum progresso, os médicos me tiraram da solitária mas falavam que era necessária ainda outras cirurgias e por ai foi....anos e anos.....
SETE ANOS......................................
Chegando na rodoviária minha mãe olha para todos os lados e ñ sabe q caminho tomar, pergunta aqui, pergunta ali...poucas pessoas falam, poucas pessoas ajudam ou dão informação corretas mas com a ajuda de Deus ela consegue chegar até o hospital.
O coração veio a boca qdo vil sua filha ainda presa aquela bola de plastico, magrinha e tão solitária.
Timidamente minha mãe passa um cavalinho inflável pela fresta da bolha chorando muito, coloca nas minhas mãos e começo a brincar.
Segundo os médicos era necessário fazer uma cirurgia e minha mãe precisava dar autorização.
A cirurgia era para ajudar, para que eu voltasse a andar, essa foi a única resposta que minha teve e com vontade de me levar de volta p casa, andando....minha mãe assina a autorização.
Como minha mãe morava longe e ñ tinha condições financeiras para voltar no dia seguinte para acompanhar a cirurgia, os médicos falaram para que ela voltasse ao termino na cirurgia, quando já tivessem resposta da intervenção, eles ligariam avisando, meus pais ñ tinham telefone, iriam ligar para a vizinha.
Muito triste ela teve q voltar para casa, o horário de visita havia terminado.
Novamente o calafrio ao chegar na porta do hospital...como chegar a rodoviária?
Pergunta-se aqui...ali....até que quando finalmente chega ao terminal rodoviário e vai comprar a passagem....sua bolsa havia sido roubada com todos os documentos....chorando muito, inconsolável, uma senhora se aproxima e paga sua passagem de volta além de fazer companhia p ouvir seu desabafo...e que desabafo......
Essas foram apenas algumas das várias x que minha mãe foi para SP....eu passei por muitas cirurgias e nada.....não tinha nenhum progresso, os médicos me tiraram da solitária mas falavam que era necessária ainda outras cirurgias e por ai foi....anos e anos.....
SETE ANOS......................................
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
SÃO PAULO.....GIGANTE, DESCONHECIDA E ASSUSTADORA.
Meus pais não conheciam nada, chegaram no hospital e nem sabiam como entrar naquele prédio grande.
Apresentaram a carta do Pediatra na recepção, ficaram esperando e derrepente surgiu uma mulher de branco, rosto bem fechado, se apresentou como sendo enfermeira do hospital pediu que a acompanhasse.
Entrar no elevador era uma tortura para minha mãe, ela não estava acostumada com aquela modernidade e só não desmaiou pq meu pai estava ao seu lado.
Chegando ao destino, caminharam por um longo corredor e entraram numa sala toda branca onde fui colocada sobre uma cama e minha mãe orientada para tirar toda minha roupa, minha mãe tentava puxar conversa mas a moça parecia estar muita ocupada com seus pensamentos para querer conversa.
Finalmente ela falou, disse q era para esperar que o médico logo chegaria.
Não demorou e o médico chegou...parecia que ali ninguém gostava de conversar muito, o médico ñ falava nada, examinou e depois perguntou onde moravamos.
Ele saiu e depois voltou com a enfermeira, a mesma me pegou nos braços sem roupa e caminharam por outro corredor até entrarem num quarto, segundo relato dos meus pais...ali havia uma cama envolvida por um enorme plastico e por uma fresta, fui colocada ali.
Minha mãe entrou em desespero mas o médico disse que era necessário ficar ali, estava com uma doença que não era muito conhecida, estava atingindo muitas crianças e era necessário o isolamento.
Orientou meus pais a voltarem para casa e como morávamos longe, eles ñ precisavam ficar preocupados que assim que tivessem noticias dos exames eles entrariam em contato.
Minha mãe não se conformou em me deixar ali, perguntou se ñ iriam colocar a roupa em mim e a enfermeira disse que iria colocar a roupa do hospital, minha mãe não aguentava me ver ali chorando e ela disse que era assim mesmo, logo eu iria parar.
Foi pedido para que eles se retirassem mas minha mãe estava irredutivel, pediu para me tocar antes de sair e teve a permissão de colocar a mão por uma fresta daquela bolha e me tocar....imagine como ficou o coração da minha mãe? imagine como foi ter que voltar para casa sem sua filha da qual protegeu tanto?
Até hoje ela fala desse fato com muita dor no olhar....
A volta para casa não foi fácil....ao sair do hospital meu pai passou mal mas foram embora para casa, não havia mais nada para fazer ali a não ser entregar sua filha nas mãos da medicina que iria cura-la ??? pelo menos essa era a esperança q nunca os abandonou.
Apresentaram a carta do Pediatra na recepção, ficaram esperando e derrepente surgiu uma mulher de branco, rosto bem fechado, se apresentou como sendo enfermeira do hospital pediu que a acompanhasse.
Entrar no elevador era uma tortura para minha mãe, ela não estava acostumada com aquela modernidade e só não desmaiou pq meu pai estava ao seu lado.
Chegando ao destino, caminharam por um longo corredor e entraram numa sala toda branca onde fui colocada sobre uma cama e minha mãe orientada para tirar toda minha roupa, minha mãe tentava puxar conversa mas a moça parecia estar muita ocupada com seus pensamentos para querer conversa.
Finalmente ela falou, disse q era para esperar que o médico logo chegaria.
Não demorou e o médico chegou...parecia que ali ninguém gostava de conversar muito, o médico ñ falava nada, examinou e depois perguntou onde moravamos.
Ele saiu e depois voltou com a enfermeira, a mesma me pegou nos braços sem roupa e caminharam por outro corredor até entrarem num quarto, segundo relato dos meus pais...ali havia uma cama envolvida por um enorme plastico e por uma fresta, fui colocada ali.
Minha mãe entrou em desespero mas o médico disse que era necessário ficar ali, estava com uma doença que não era muito conhecida, estava atingindo muitas crianças e era necessário o isolamento.
Orientou meus pais a voltarem para casa e como morávamos longe, eles ñ precisavam ficar preocupados que assim que tivessem noticias dos exames eles entrariam em contato.
Minha mãe não se conformou em me deixar ali, perguntou se ñ iriam colocar a roupa em mim e a enfermeira disse que iria colocar a roupa do hospital, minha mãe não aguentava me ver ali chorando e ela disse que era assim mesmo, logo eu iria parar.
Foi pedido para que eles se retirassem mas minha mãe estava irredutivel, pediu para me tocar antes de sair e teve a permissão de colocar a mão por uma fresta daquela bolha e me tocar....imagine como ficou o coração da minha mãe? imagine como foi ter que voltar para casa sem sua filha da qual protegeu tanto?
Até hoje ela fala desse fato com muita dor no olhar....
A volta para casa não foi fácil....ao sair do hospital meu pai passou mal mas foram embora para casa, não havia mais nada para fazer ali a não ser entregar sua filha nas mãos da medicina que iria cura-la ??? pelo menos essa era a esperança q nunca os abandonou.
INFORMAÇÕES/ RECORDAÇÕES DO PASSADO.
Pela madrugada a febre foi almentando e veio o vomito, muito choro.
A parteira foi chamada, foram feitos exames e ela disse que parecia " OLHO GORDO ".
Para reverter isso, era necessário passar por benzedeira, indicou uma e imediatamente meus pais foram a procura.
Segundo a benzedeira, o caso era de " BUCHO VIRADO " segundo vocabularios da época e para cura era necessário passar em seguida por mais sete benzedeiras, assim foi....por toda madrugada e por parte do dia.
A medida que o tempo ia passando minha mãe foi notando que a febre não passava, que minhas pernas estavam moles, já não tinham a firmesa de antes e agora uma das mãos não segurava direito a chupeta.
Esse quadro foi desesperador e resolveram parar de procurar benzedeiras e procurar o pediatra da cidade mas o problema era que a cidade era pequena e o pediatra não era fácil de se encontrar, ele estava sempre atendo casos graves nos domicílios, mesmo assim meus pais foram a sua procura e somente no final da tarde, na sua residencia ele foi encontrado e imediatamente atendeu meus pais e na sua própria casa me examinou.
Fez muitos exames e finalmente veio a informação...
Estava havendo uma epidemia na cidade de poliomielite, era um tipo de inflamação na medula espinhal e que estava avançando no meu caso, devido a isso estava havendo a falta de movimentos na minha perna pq ela já tinha atingido minhas duas pernas e estava indo para minhas mãos.
O pediatra estava tentando explicar da melhor maneira possível para aqueles pais que estavam tão desesperados, ali na sua frente.
Para evitar um quadro ainda pior, ele precisava da autirazação dos pais para aplicar uma injeção que ele acreditava inibir o avanço dessa inflamação...seria na base da confiança pois a injeção era experimental na cidade do interior.
Querendo o melhor, claro para sua filha...imediatamente eles autorizaram a aplicação da injeção o q foi minha salvação e agradecimento eterno por esse médico que até hoje vive porém esta bem de idade e debilitado de saúde.
Infelizmente a aplicação da injeção ñ resolveria tudo, seria necessário que eu fosse imediatamente para uma cidade com mais recursos e ele fez um encaminhamento de urgencia, pediu ambulancia e me mandou para São Paulo, para uma clinica que iria cuidar do caso mais atentamente e fazer exames mais apropriados.
Iniciava ai uma nova etapa da minha vida.
A parteira foi chamada, foram feitos exames e ela disse que parecia " OLHO GORDO ".
Para reverter isso, era necessário passar por benzedeira, indicou uma e imediatamente meus pais foram a procura.
Segundo a benzedeira, o caso era de " BUCHO VIRADO " segundo vocabularios da época e para cura era necessário passar em seguida por mais sete benzedeiras, assim foi....por toda madrugada e por parte do dia.
A medida que o tempo ia passando minha mãe foi notando que a febre não passava, que minhas pernas estavam moles, já não tinham a firmesa de antes e agora uma das mãos não segurava direito a chupeta.
Esse quadro foi desesperador e resolveram parar de procurar benzedeiras e procurar o pediatra da cidade mas o problema era que a cidade era pequena e o pediatra não era fácil de se encontrar, ele estava sempre atendo casos graves nos domicílios, mesmo assim meus pais foram a sua procura e somente no final da tarde, na sua residencia ele foi encontrado e imediatamente atendeu meus pais e na sua própria casa me examinou.
Fez muitos exames e finalmente veio a informação...
Estava havendo uma epidemia na cidade de poliomielite, era um tipo de inflamação na medula espinhal e que estava avançando no meu caso, devido a isso estava havendo a falta de movimentos na minha perna pq ela já tinha atingido minhas duas pernas e estava indo para minhas mãos.
O pediatra estava tentando explicar da melhor maneira possível para aqueles pais que estavam tão desesperados, ali na sua frente.
Para evitar um quadro ainda pior, ele precisava da autirazação dos pais para aplicar uma injeção que ele acreditava inibir o avanço dessa inflamação...seria na base da confiança pois a injeção era experimental na cidade do interior.
Querendo o melhor, claro para sua filha...imediatamente eles autorizaram a aplicação da injeção o q foi minha salvação e agradecimento eterno por esse médico que até hoje vive porém esta bem de idade e debilitado de saúde.
Infelizmente a aplicação da injeção ñ resolveria tudo, seria necessário que eu fosse imediatamente para uma cidade com mais recursos e ele fez um encaminhamento de urgencia, pediu ambulancia e me mandou para São Paulo, para uma clinica que iria cuidar do caso mais atentamente e fazer exames mais apropriados.
Iniciava ai uma nova etapa da minha vida.
UM ANO INESQUECÍVEL E CHEIO DE INTERROGAÇÕES.
...1969 ano em que eu nasci....filha de uma familia de pernambucanos q haviam vindo de seu local de origem para viver em SP em busca de uma vida melhor, com mais recursos porem o destino os levam para o interior de SP onde ali existia trabalho para o chefe da familia caso contrário, todos passariam fome.
Quando falo todos, me refiro ao gde número de filhos que minha mãe teve....mais exatamente 13 filhos.
Desses 13 filhos.....7 vieram a falecer.
Voltando a minha historia...eu nasci em casa, costume da época onde as parteiras trabalhavam muito e com minha mãe não foi diferente.
Tudo correu muito bem, nasci com plena saúde e assim foi até os três meses.
Minha mãe estava traumatisada com a morte dos filhos anteriores e decidiu que comigo seria diferente portante ela resolveu não me tirar do quarto até que eu ficasse mais grandinha, sua decisão era motivo de discussão entre o casal.
O verão estava muito grande naquela época e naquele mês, meu pai saia para trabalhar e chegava no final da tarde, a primeira coisa que ele fazia ao chegar era correr para o quarto e me pegar no colo para brincar.
Novamente discutia com a esposa pelo fato de deixar o bebê naquele quarto quente mas nada grave, tudo terminava ali mesmo pena que um dia as coisas foram diferentes.
Era muito calor...como sempre meu pai chegava e corria p o quarto p me ver, eu estava no berço brincando com as perninhas( segundo relatos ).
Era uma criança saudável e havia tomado as vacinas porém faltava uma a ser tomada a poucos dias.
Como falava...naquela tarde estava um calor enorme e meu pai não aceitou o fato de eu estar trancada no quarto, imediatamente me tomou nos braços e se dirigiu p a porta.
Vendo a decisão do marido, minha mãe se colocou na sua frente tentando impedir sua saida do quarto alegando que eu poderia ficar resfriada, doente...que ela temia muito ......ele sorriu, disse que era bobagem seu temor e mesmo sob seus protestos saiu p o quintal onde outros irmãos estavam brincando juntamente com outras crianças.
Assim que ele passou pela porta eu espirrei para o desespero da minha mãe.
Meu pai estava todo orgulhoso de estar lá fora com a filha no colo e vendo minha alegria e interesse por tudo q via, coloridos, pessoas se movimentando...para quem havia ficado dentro do quarto desde q havia nascido ????
Finalmente...para o alivio da mãe, meu pai retornou para dentro, a tarde já estava acabando e vindo a escuridão.
A rotina foi tomada, banho.....mamadeira e berço mas nada estava normal como os outros dias e logo isso seria bem visível.
A criança do berço estava muito calada, molinha...não queria mamar e ficava chorando, incomodada.
Sem saber o que era, foi tirado sua temperatura e constatato uma leve alteração de temperatura.
Na mesma hora foi aplicado um remédio para febre e o soninho.
Tudo parecia tranquilo até que a madrugada chegou....
P q tudo de ruim acontece a noite ?
Quando falo todos, me refiro ao gde número de filhos que minha mãe teve....mais exatamente 13 filhos.
Desses 13 filhos.....7 vieram a falecer.
Voltando a minha historia...eu nasci em casa, costume da época onde as parteiras trabalhavam muito e com minha mãe não foi diferente.
Tudo correu muito bem, nasci com plena saúde e assim foi até os três meses.
Minha mãe estava traumatisada com a morte dos filhos anteriores e decidiu que comigo seria diferente portante ela resolveu não me tirar do quarto até que eu ficasse mais grandinha, sua decisão era motivo de discussão entre o casal.
O verão estava muito grande naquela época e naquele mês, meu pai saia para trabalhar e chegava no final da tarde, a primeira coisa que ele fazia ao chegar era correr para o quarto e me pegar no colo para brincar.
Novamente discutia com a esposa pelo fato de deixar o bebê naquele quarto quente mas nada grave, tudo terminava ali mesmo pena que um dia as coisas foram diferentes.
Era muito calor...como sempre meu pai chegava e corria p o quarto p me ver, eu estava no berço brincando com as perninhas( segundo relatos ).
Era uma criança saudável e havia tomado as vacinas porém faltava uma a ser tomada a poucos dias.
Como falava...naquela tarde estava um calor enorme e meu pai não aceitou o fato de eu estar trancada no quarto, imediatamente me tomou nos braços e se dirigiu p a porta.
Vendo a decisão do marido, minha mãe se colocou na sua frente tentando impedir sua saida do quarto alegando que eu poderia ficar resfriada, doente...que ela temia muito ......ele sorriu, disse que era bobagem seu temor e mesmo sob seus protestos saiu p o quintal onde outros irmãos estavam brincando juntamente com outras crianças.
Assim que ele passou pela porta eu espirrei para o desespero da minha mãe.
Meu pai estava todo orgulhoso de estar lá fora com a filha no colo e vendo minha alegria e interesse por tudo q via, coloridos, pessoas se movimentando...para quem havia ficado dentro do quarto desde q havia nascido ????
Finalmente...para o alivio da mãe, meu pai retornou para dentro, a tarde já estava acabando e vindo a escuridão.
A rotina foi tomada, banho.....mamadeira e berço mas nada estava normal como os outros dias e logo isso seria bem visível.
A criança do berço estava muito calada, molinha...não queria mamar e ficava chorando, incomodada.
Sem saber o que era, foi tirado sua temperatura e constatato uma leve alteração de temperatura.
Na mesma hora foi aplicado um remédio para febre e o soninho.
Tudo parecia tranquilo até que a madrugada chegou....
P q tudo de ruim acontece a noite ?
QUAL O PROPÓSITO DE NOSSAS VIDAS ?
Eu não sei qual o propósito da minha vida em específico ou qual o propósito de nosso criador em minha vida mas acredito q tal....venha a existir e quem sabe escrevendo, compartilhando c vcs alguns momentos de vida possamos descobrir muitas coisas juntos.
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