Não sei precisar por quantos hospitais passei mas pode acreditar....foram vários e em cada um deles ficou uma marca, uma recordação, uma ferida.
Os hospitais não foram os únicos que me deixaram feridas não, a falta de humanidade das pessoas também colaboraram muito para uma péssima recordação.
A luta que minha mãe enfrentou para que eu entrasse na escola não foi brincadeira, tudo pq eu não andava e isso era inaceitável para uma escola na época.
Depois de várias tentativas minha mãe conseguiu uma vaga pra mim na primeira série mas somente pq a secretária da escola interferil junto a diretora e a convencel a me dar a oportunidade de estudar mas com regras impostas pela diretora.
Enqto eu estivesse na escola minha mãe também teria que estar para o caso de eu querer ir ao banheiro, comer na hora do recreio e outros emprevistos.
Minha mãe largou a casa para ficar sentada no pátio da escola durante todo o tempo de aula, meus pais vendiam salgadinhos para viver e a presença da minha mae em casa era imprencindivel mas por amor a mim e dedicação, ela ficou na escola, sem falar dos demais irmãos q ela deixava em casa sozinhos para me acompanhar.
Com o tempo a direção da escola foi vendo que a situação não era tão dramática assim, minha mãe me pediu p segurar as necessidades biologicas e aprendi a segurar e só fazer qdo voltasse para casa ou antes de sair de casa, na hora do recreio todos saiam para o pátio e eu ficava sozinha na sala comendo minha merenda e vendo pela porta as crianças correndo e brincando no pátio.
Ninguém da escola vinha me pegar pq tinham medo de me machucar ao pegar no colo e na época eu não tinha cadeira de rodas, não tinha dinheiro para comprar uma mas eu me acostumei a situação, o q eu queria mesmo era estudar e estava ali.
Quando saia da escola, era só o tempo de trocar de roupa e ir para a rua brincar, eu aproveitei minha infancia, disso não posso reclamar.
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